Por mail recebi esta pequena pérola, e ainda com as lágrimas nos olhos de tanto rir, aqui a deixo:
A miúda acompanhou o avô ao barbeiro.
Enquanto o mestre fazia o seu trabalho, a garota comia um doce, pelo que o barbeiro lhe disse:
- Ainda vais ter pêlos no teu docinho!
- Eu sei. E também vou ter mamas!
João
30 de Abril de 2004
28 de Abril de 2004
Lights, cameras but no action

THE wages of sin, or a rare breakdown of self-regulation? California's flourishing porn-movie industry is suddenly in crisis thanks to the announcement on April 13th that a “veteran performer”, Darren James, had tested positive for HIV. Some 13 women who had, ahem, acted with Mr James since his last negative test were immediately “quarantined”—their names published in the hope that no one will work with them for 60 days. Also quarantined are a “second generation” of 40 or so actors, male and female, who had had sex with that “first generation”. In the words of Mary Carey (pictured), a porn star who last year ran to be governor of California, “It's very scary. This is a kind of wake-up call for everybody.”
The industry, based in the San Fernando valley, just outside Los Angeles, is keen to promote a responsible image. HIV-testing at least once a month is, for all practical purposes, obligatory: actors will not perform with someone who cannot produce a clean test result. Darren James had his clean bill of health—but there is a two-week period between infection and detection and it seems that Mr James had earlier been performing on a film set in Brazil, where testing is lax and many performers are HIV-positive. As soon as Mr James tested positive, virtually all production houses signed on to a 60-day moratorium on filming—though some said they would keep things ticking over by making “girl-on-girl” movies. Porn star Jenna Jameson and her producer husband announced they would set up an “assistance fund” to help out actors suddenly deprived of their usual livelihood.
Alas for the producers, the Los Angeles County Department of Health Services is unimpressed. On April 19th, it said that male actors must in future wear condoms—and that California's regulations on health and safety at work are enough to require condoms on film sets, just like they do hard-hats on building sites.
The producers argue that the actors are independent contractors, and thus not covered by the regulations. What they really mean is that films with condoms sell less well than films without, hence only two of some 200 production houses in southern California are “condom only”, and less than one-fifth of the industry's 1,200 performers regularly use condoms. That could change. This week Adam Glasser, a producer known in the industry as Seymore Butts, said he was instituting a condom-only policy for all his future films. This is risky. When an HIV-scare last hit the industry, in 1998 before testing became mandatory, some producers did start a “condom only” policy—and suffered for it.
In other words, the commercial question is whether state regulation of films with such imaginative titles as “Travel Sluts 2” and “Pussy Pageant” will drive the producers to follow so many of their Hollywood cousins into making their movies outside expensive, litigious America. Will the porn business—now making some 4,000 films a year, mostly in California, worth anywhere between $3 billion-13 billion in annual sales—be the next of America's industries to be “outsourced”?
25 de Abril de 2004
24 de Abril de 2004
Where were we?
Do Portugal Diário.
Leiam e percebam o que mudou...
"Onde estava Portugal no dia 25 de Abril de 1974?
Há 30 anos atrás, Portugal era um país «pacato». Na manhã de quinta-feira de 25 de Abril de 1974 o trânsito não era um obstáculo no caminho para o trabalho. Muito menos portugueses acordaram para entrar logo no chuveiro, já que metade das casas não tinha água canalizada e o «banho semanal» podia não calhar à quinta. Neste país «muito mais católico», contavam-se pelos dedos as mulheres que vestiam calças e, ainda menos, aquelas que tinham a audácia de ir sozinhas beber um galão ao café. O PortugalDiário voltou atrás três décadas e mergulhou num país «antigo» onde um cartão de crédito era uma raridade.
Portugal «era um país pobre», descreveu o economista Fernando Ribeiro Mendes. Pobre, no sentido de consumo, especificou o professor do Instituto Superior de Economia e Gestão, porque «não existiam grandes superfícies e os produtos nas mercearias eram limitados. Era muito comum vender a fiado nas camadas operárias», contou. E o cartão de crédito era uma verdadeira raridade. O Banco SottoMayor era das poucas instituições bancárias que tinha dinheiro plástico disponível para os seus clientes. A Unicre, entidade que emite cartões Unibanco, nasceu oito dias antes da Revolução.
Uma das preocupações contemporâneas mais gritantes não existia no início dos anos 70. O desemprego «não se sentia» e havia muita procura com o desenvolvimento da indústria e «com uma emigração crescente», explicou Ribeiro Mendes.
Os funcionários públicos trabalhavam ao sábado. A maioria dos serviços funcionavam com a semana inglesa (abertos sábado de manhã) e alguns com a semana americana (abertos todo o sábado). Mas, na altura, quem protestava devido aos baixos salários eram os magistrados. Um magistrado, que prefere não dizer o nome, então professor assistente na Faculdade de Direito de Lisboa, recordou ao PortugalDiário como um juiz de renome reuniu um grupo de estudantes no seu tribunal ao sábado e explicou que a vida de magistrado era uma miséria. «Eram tão mal pagos que não valia a pena seguir aquela profissão». No entanto, o constitucionalista acrescentou que nem tudo era pior: «As relações entre advogados e juízes eram melhores e mais respeitosas», apesar da justiça ser «mais paroquial», «mais paternalista» e «mais autoritária».
Já frei Bento Domingues não pode deixar de referir o clima de repressão política ao falar do estado da Igreja há 30 anos. «Havia uma grande ligação entre o regime - que o frade dominicano não hesitou em classificar de «detestável» - e a religião».
«Portugal era um país muito mais católico do que agora», com uma relação «mais pujante» com a juventude. Mas Bento Domingues quis deixar claro que, já antes da Revolução, vivia-se «um processo de liberalização muito grande», depois do Concílio Vaticano II. O culto já não era celebrado em latim, as mulheres já não iam à missa de cabeça tapada e Sá Carneiro já tinha proposto a introdução do divórcio, no Parlamento, antes da queda no regime.
No entanto, o divórcio só foi introduzido como forma legítima de dissolver o casamento depois da Revolução. Naquela quinta-feira de 25 de Abril de 1974, as mulheres que eram maltratadas pelos maridos tinham que continuar casadas, e eram obrigadas a residir com os cônjuges. Havia uma distinção entre filhos legítimos e ilegítimos e os médicos não estavam autorizados a receitar contraceptivos orais.
Ser magistrada, diplomata ou mulher-polícia não passava de um sonho e se o marido não gostasse da actividade lucrativa que a mulher exercia, este podia rescindir o contrato laboral da esposa. Apesar destas proibições, as mulheres já tinham um papel importante no mercado laboral: «Com a guerra colonial, muitas foram chamadas para trabalhar, mas viviam reprimidas e numa total subalternidade», argumenta Fernanda Mateus, da comissão política do PCP.
A maioria dos partos ocorriam em casa, relembrou Albino Aroso, "pai" do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e antigo secretário de Estado do sector, que em 1974 era director do serviço de ginecologia no Hospital de Santo António no Porto. «O direito à saúde não existia», frisou, «nem os serviços de urgências». Era necessário telefonar para um médico a meio da noite, e rezar que ele não tivesse o sono demasiado pesado. E a divisão social era clara na área da saúde: «As pessoas com dinheiro recorriam às clínicas privadas e os pobres dirigiam-se aos hospitais da misericórdia», contou.
Mas apesar do SNS só ter sido criado no final dos anos 70, antes da Revolução já tinha sido implementado o Plano Nacional de Vacinação e as carreiras médicas já estavam organizadas, salientou Albino Aroso.
O médico admite, no entanto, que há 30 anos era muito mais difícil evitar doenças fatais. «Os tumores eram todos detectados tarde demais», explicou acrescentado que «as pessoas encaravam a morte com muito mais naturalidade». Mas a vida era saudável. As pessoas comiam menos, mexiam-se mais e fumavam menos, sintetiza Albino Aroso, de 82 anos.
Os 20 quilómetros que Albino Aroso fazia a pé do Porto a Vila do Conde há 30 anos eram sossegados. As auto-estradas representavam menos de um por cento das estradas existentes, 25 vezes menos significativas do que actualmente.
O país «calmo» também era menos iluminado. Mais de 18 por cento dos portugueses - cerca de um milhão e meio de pessoas - viviam às escuras, precisou Luís Cruz, da Fundação EDP ao PortugalDiário. Na noite de quinta-feira de 25 de Abril de 1974, muitas das conversas sobre a Revolução dos cravos foram tidas à luz da vela ou da lareira.
Tatiana Alegria"
É caso para dizer: "25 de Abril sempre!!!"
João
Leiam e percebam o que mudou...
"Onde estava Portugal no dia 25 de Abril de 1974?
Há 30 anos atrás, Portugal era um país «pacato». Na manhã de quinta-feira de 25 de Abril de 1974 o trânsito não era um obstáculo no caminho para o trabalho. Muito menos portugueses acordaram para entrar logo no chuveiro, já que metade das casas não tinha água canalizada e o «banho semanal» podia não calhar à quinta. Neste país «muito mais católico», contavam-se pelos dedos as mulheres que vestiam calças e, ainda menos, aquelas que tinham a audácia de ir sozinhas beber um galão ao café. O PortugalDiário voltou atrás três décadas e mergulhou num país «antigo» onde um cartão de crédito era uma raridade.
Portugal «era um país pobre», descreveu o economista Fernando Ribeiro Mendes. Pobre, no sentido de consumo, especificou o professor do Instituto Superior de Economia e Gestão, porque «não existiam grandes superfícies e os produtos nas mercearias eram limitados. Era muito comum vender a fiado nas camadas operárias», contou. E o cartão de crédito era uma verdadeira raridade. O Banco SottoMayor era das poucas instituições bancárias que tinha dinheiro plástico disponível para os seus clientes. A Unicre, entidade que emite cartões Unibanco, nasceu oito dias antes da Revolução.
Uma das preocupações contemporâneas mais gritantes não existia no início dos anos 70. O desemprego «não se sentia» e havia muita procura com o desenvolvimento da indústria e «com uma emigração crescente», explicou Ribeiro Mendes.
Os funcionários públicos trabalhavam ao sábado. A maioria dos serviços funcionavam com a semana inglesa (abertos sábado de manhã) e alguns com a semana americana (abertos todo o sábado). Mas, na altura, quem protestava devido aos baixos salários eram os magistrados. Um magistrado, que prefere não dizer o nome, então professor assistente na Faculdade de Direito de Lisboa, recordou ao PortugalDiário como um juiz de renome reuniu um grupo de estudantes no seu tribunal ao sábado e explicou que a vida de magistrado era uma miséria. «Eram tão mal pagos que não valia a pena seguir aquela profissão». No entanto, o constitucionalista acrescentou que nem tudo era pior: «As relações entre advogados e juízes eram melhores e mais respeitosas», apesar da justiça ser «mais paroquial», «mais paternalista» e «mais autoritária».
Já frei Bento Domingues não pode deixar de referir o clima de repressão política ao falar do estado da Igreja há 30 anos. «Havia uma grande ligação entre o regime - que o frade dominicano não hesitou em classificar de «detestável» - e a religião».
«Portugal era um país muito mais católico do que agora», com uma relação «mais pujante» com a juventude. Mas Bento Domingues quis deixar claro que, já antes da Revolução, vivia-se «um processo de liberalização muito grande», depois do Concílio Vaticano II. O culto já não era celebrado em latim, as mulheres já não iam à missa de cabeça tapada e Sá Carneiro já tinha proposto a introdução do divórcio, no Parlamento, antes da queda no regime.
No entanto, o divórcio só foi introduzido como forma legítima de dissolver o casamento depois da Revolução. Naquela quinta-feira de 25 de Abril de 1974, as mulheres que eram maltratadas pelos maridos tinham que continuar casadas, e eram obrigadas a residir com os cônjuges. Havia uma distinção entre filhos legítimos e ilegítimos e os médicos não estavam autorizados a receitar contraceptivos orais.
Ser magistrada, diplomata ou mulher-polícia não passava de um sonho e se o marido não gostasse da actividade lucrativa que a mulher exercia, este podia rescindir o contrato laboral da esposa. Apesar destas proibições, as mulheres já tinham um papel importante no mercado laboral: «Com a guerra colonial, muitas foram chamadas para trabalhar, mas viviam reprimidas e numa total subalternidade», argumenta Fernanda Mateus, da comissão política do PCP.
A maioria dos partos ocorriam em casa, relembrou Albino Aroso, "pai" do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e antigo secretário de Estado do sector, que em 1974 era director do serviço de ginecologia no Hospital de Santo António no Porto. «O direito à saúde não existia», frisou, «nem os serviços de urgências». Era necessário telefonar para um médico a meio da noite, e rezar que ele não tivesse o sono demasiado pesado. E a divisão social era clara na área da saúde: «As pessoas com dinheiro recorriam às clínicas privadas e os pobres dirigiam-se aos hospitais da misericórdia», contou.
Mas apesar do SNS só ter sido criado no final dos anos 70, antes da Revolução já tinha sido implementado o Plano Nacional de Vacinação e as carreiras médicas já estavam organizadas, salientou Albino Aroso.
O médico admite, no entanto, que há 30 anos era muito mais difícil evitar doenças fatais. «Os tumores eram todos detectados tarde demais», explicou acrescentado que «as pessoas encaravam a morte com muito mais naturalidade». Mas a vida era saudável. As pessoas comiam menos, mexiam-se mais e fumavam menos, sintetiza Albino Aroso, de 82 anos.
Os 20 quilómetros que Albino Aroso fazia a pé do Porto a Vila do Conde há 30 anos eram sossegados. As auto-estradas representavam menos de um por cento das estradas existentes, 25 vezes menos significativas do que actualmente.
O país «calmo» também era menos iluminado. Mais de 18 por cento dos portugueses - cerca de um milhão e meio de pessoas - viviam às escuras, precisou Luís Cruz, da Fundação EDP ao PortugalDiário. Na noite de quinta-feira de 25 de Abril de 1974, muitas das conversas sobre a Revolução dos cravos foram tidas à luz da vela ou da lareira.
Tatiana Alegria"
É caso para dizer: "25 de Abril sempre!!!"
João
23 de Abril de 2004
Frase para mais tarde recordar V
A pior das sextas-feiras ainda é melhor do que a melhor das segundas-feiras.
O que pensam de nós
Este artigo do jornal "Pravda" da Federação Russa, resume bem aquilo que toda gente sente e diz em voz baixa; falta-lhe, talvez, referência a um aspecto fundamental do diagnóstico do estado actual da nossa psique colectiva, isto é, a acção extremamente negativa, "desinformativa" e imbecilizante dos media lusitanos. Aqui se segue o artigo que é longo mas vale a pena ler.
O Bold é da minha autoria e responsabilidade.
"PORTUGAL: PESSIMISMO/PEDOFILIA
São dois os principais problemas de Portugal: os poucos pessimistas profissionais, que passam a vida a contaminar o resto da população, e uma governação inadequada, ineficiente, ineficaz e fora de contacto com a realidade no país. Que Portugal e os portugueses têm inegáveis qualidades, não hajam dúvidas. Não é por nada que Portugal é um país independente e a Catalunha, a Bretanha, a Escócia e a Bavária o não são. Não é por nada que o português é a sétima língua mais falada no mundo, à frente do alemão, do francês e do italiano. No entanto, estas qualidades precisam de ser cultivadas por quem foi eleito para liderar e dirigir o país. O que acontece é que nem agora, nem por muito tempo, Portugal tem tido líderes dignos do seu povo, capazes de liderar a nação, realizar os projectos que foram escolhidos para realizar. O resultado é uma onda de pessimismo, no meio dum mar de desemprego, desinteresse e desorientação que serve de combustível para a economia emocional não funcionar, aquela economia que é tão importante quanto a economia das quotas de oferta e procura. A consequência é uma retracção não só da economia mas também do psique da sociedade, com uma introversão patológica a manifestar-se no escrutínio colectivo do umbigo nacional, ou um pouco mais abaixo. A não-história da pedofilia, já uma psicose nacional, é um belíssimo exemplo de até onde pode chegar uma sociedade quando nem é orientada nem estimulada a pensar em horizontes mais saudáveis. Há mais que um ano, a imprensa portuguesa regurgita a história do abuso sexual de meninos do orfanato/escola Casa Pia, apontando nomes sonantes da vida pública que nem têm lugar aqui, visto que até ser provado ao contrário, uma pessoa numa sociedade civilizada, é considerado inocente.
Na busca de quem foi ou quem não foi, deu origem ao levantamento na praça pública duma lista substancial de nomes do mundo artístico, desportivo, e político, aos mais altos níveis. Não é a causa do pessimismo em Portugal, mas espelho dele. A noção que "nós não prestamos, somos os coitadinhos da Europa e a alta sociedade é podre" se ouvia nos finais dos anos 70, desapareceu e com a não governação do primeiro-ministro José Barroso, voltou. Está tangível, quanto mais para um estrangeiro que ama e estuda este país há 25 anos. Outra manifestação deste pessimismo é a negatividade ao nível das conversas nos cafés (inaudíveis nos claustros de cristal onde pairam os governantes do país) acerca dum evento que a priori é a melhor hipótese que Portugal alguma vez tem tido para se projectar na comunidade internacional, o Euro 2004. O Euro 2004 é o ponto desportivo mais alto na história quase milenar de Portugal. É um dos três mais vistos eventos televisivos no mundo e é uma excelente oportunidade de enterrar de vez a falácia que Portugal é uma província espanhola. Mas o que é que acontece? Enquanto o resto da Europa se prepara com entusiasmo para o Campeonato da Europa em Futebol, se ouve em Portugal por todo o lado que os estádios não estão preparados, ou que não são seguros, ou que os aeroportos não estão adequados ou que vai haver problemas com hooliganismo ou com terrorismo.
Disparate! Ou pior, uma vergonha, por quem perpetua este tipo de lixo que se chame notícias por aí.
Para começar, os estádios estão tão prontos que já se joga futebol neles.
Segundo, as normas de segurança têm de obedecer a rigorosíssimas normas de controlo estipuladas pela inflexível UEFA.
Terceiro, os aeroportos têm dos sistemas mais avançadas de controlo de tráfico aéreo, total e completamente integrados nos da União Europeia e mais, os adeptos não vão todos chegar no mesmo dia, nem todos de avião.
Quarto, quando os bilhetes foram vendidos na Internet, foi consultada a base de dados proferida pelas forças policiais dos países presentes no Euro 2004.
Quinto, Portugal é um alvo para ataques terroristas, desde quando? Só se fossem as FP-25 de Abril. Porém, onde estão as autoridades a explicarem a verdade, a estimular a população, a instilar o optimismo, não só para o Euro 2004 mas para galvanizar a economia, a liderar o país? Exactamente onde estiveram, estes ou outros, quando os interesses dos portugueses estavam a ser vendidos por um preço barato, o que levou gradualmente à situação actual em que uma família portuguesa gasta substancialmente mais do seu ordenado em necessidades básicas do que no resto da Europa. Não se admite que num supermercado espanhol, se encontram exactamente os mesmos produtos bem mais baratos do que em Portugal, não se admite que no Reino Unido o cesto básico de alimentos custa bastante menos, quando se ganha cinco, seis ou sete vezes mais. Há duas semanas, vi três restaurantes no centro de Londres com o cartaz "Comam o que quiserem por £5.45 - 9 Euros, ou um pouco menos. Os portugueses gastam uma fatia tão grande do seu ordenado em mantimentos fundamentais que não há capital disponível para os serviços, restringindo a economia a um modelo básico e muito primário.
Se bem que Portugal é um país pequeno, também é a Bélgica, a Dinamarca, os Países Baixos, o Luxemburgo, a Suiça, a Irlanda. Estes países têm um plano de médio e longo prazo e nestes países ganham os lugares de destaque pessoas competentes e devidamente qualificadas e formadas. Em Portugal, o plano é ganhar as próximas eleições, ponto final. O que acontece depois? Há uma onda laranja ou cor-de-rosa a varrer o país e ocupar todos os quadros altos e médios, seja em ministérios, em faculdades, em firmas, até em hospitais. O grande plano é, quanto muito, de quatro anos, o que explica a pequenez de pensamento e a falta de visão personalizada por uma ministra das finanças que trata a economia do país como se fosse uma dona de casa maníaca, que, munida com uma tesoura gigante, tenta transformar um lençol de cama de casal numa bata para uma boneca diminuta? Corta, corta, corta.
O resultado disso tudo é o que se vê: desempregados à espera de desemprego durante largos meses, não semanas, sem receberem um tostão do governo que elegeram para os proteger. Quão conveniente por isso que o país fale de pedófilos e não da economia, do emprego, da falta de poder de liderança deste "governo" PSD/PP, da ausência duma cariz democrático, ou social, ou ou calor humano destes, que foram eleitos para proteger seus cidadãos. O que fizeram?
Absolutamente nada. Lamentaram que o país era um caos, e calaram-se.
Então, onde estão as políticas de salvação?
Portugal está, e por muito tempo tem sido, liderado por uma argamassa de cinzentos incompetentes que venderam os interesses do país irresponsável e negligentemente para fora. Portugal precisa de quem tenha o brio e a chama suficiente para incendiar a paixão do povo deste país lindo, desta pérola do Atlântico, de ajudá-lo a ir ao encontro dos seus sonhos, acreditar em si, redescobrir as suas consideráveis qualidades e colocar Portugal num lugar de destaque entre a comunidade internacional. O leitor pode apontar quem tenha feito isso nos últimos anos? O José Barroso está a fazê-lo?
Caso contrário, se não descobrir, e rapidamente, quem for competente para governar este país, os projectos audazes e brilhantes, que vão de mãos dadas com o espírito e a alma portuguesa, como por exemplo a EXPO 98 e o EURO 2004, ambos com uma gestão excelente e uma preparação de que poucos países se poderiam gabar, perder-se-ão no mar de lamúria que assola Portugal.
Francamente, a paciência dos que tanto lutaram para fazer qualquer coisa deste rectângulo atlântico, começa a esgotar-se. Já que gostam de dizer que quem não está bem deve mudar-se, começa a ser uma excelente ideia.
Timothy BANCROFT-HINCHEY
Director e Chefe de Redacção"
É triste que tenha que ser um estrangeiro a dizer-nos isto...
Obrigado Timothy
João
O Bold é da minha autoria e responsabilidade.
"PORTUGAL: PESSIMISMO/PEDOFILIA
São dois os principais problemas de Portugal: os poucos pessimistas profissionais, que passam a vida a contaminar o resto da população, e uma governação inadequada, ineficiente, ineficaz e fora de contacto com a realidade no país. Que Portugal e os portugueses têm inegáveis qualidades, não hajam dúvidas. Não é por nada que Portugal é um país independente e a Catalunha, a Bretanha, a Escócia e a Bavária o não são. Não é por nada que o português é a sétima língua mais falada no mundo, à frente do alemão, do francês e do italiano. No entanto, estas qualidades precisam de ser cultivadas por quem foi eleito para liderar e dirigir o país. O que acontece é que nem agora, nem por muito tempo, Portugal tem tido líderes dignos do seu povo, capazes de liderar a nação, realizar os projectos que foram escolhidos para realizar. O resultado é uma onda de pessimismo, no meio dum mar de desemprego, desinteresse e desorientação que serve de combustível para a economia emocional não funcionar, aquela economia que é tão importante quanto a economia das quotas de oferta e procura. A consequência é uma retracção não só da economia mas também do psique da sociedade, com uma introversão patológica a manifestar-se no escrutínio colectivo do umbigo nacional, ou um pouco mais abaixo. A não-história da pedofilia, já uma psicose nacional, é um belíssimo exemplo de até onde pode chegar uma sociedade quando nem é orientada nem estimulada a pensar em horizontes mais saudáveis. Há mais que um ano, a imprensa portuguesa regurgita a história do abuso sexual de meninos do orfanato/escola Casa Pia, apontando nomes sonantes da vida pública que nem têm lugar aqui, visto que até ser provado ao contrário, uma pessoa numa sociedade civilizada, é considerado inocente.
Na busca de quem foi ou quem não foi, deu origem ao levantamento na praça pública duma lista substancial de nomes do mundo artístico, desportivo, e político, aos mais altos níveis. Não é a causa do pessimismo em Portugal, mas espelho dele. A noção que "nós não prestamos, somos os coitadinhos da Europa e a alta sociedade é podre" se ouvia nos finais dos anos 70, desapareceu e com a não governação do primeiro-ministro José Barroso, voltou. Está tangível, quanto mais para um estrangeiro que ama e estuda este país há 25 anos. Outra manifestação deste pessimismo é a negatividade ao nível das conversas nos cafés (inaudíveis nos claustros de cristal onde pairam os governantes do país) acerca dum evento que a priori é a melhor hipótese que Portugal alguma vez tem tido para se projectar na comunidade internacional, o Euro 2004. O Euro 2004 é o ponto desportivo mais alto na história quase milenar de Portugal. É um dos três mais vistos eventos televisivos no mundo e é uma excelente oportunidade de enterrar de vez a falácia que Portugal é uma província espanhola. Mas o que é que acontece? Enquanto o resto da Europa se prepara com entusiasmo para o Campeonato da Europa em Futebol, se ouve em Portugal por todo o lado que os estádios não estão preparados, ou que não são seguros, ou que os aeroportos não estão adequados ou que vai haver problemas com hooliganismo ou com terrorismo.
Disparate! Ou pior, uma vergonha, por quem perpetua este tipo de lixo que se chame notícias por aí.
Para começar, os estádios estão tão prontos que já se joga futebol neles.
Segundo, as normas de segurança têm de obedecer a rigorosíssimas normas de controlo estipuladas pela inflexível UEFA.
Terceiro, os aeroportos têm dos sistemas mais avançadas de controlo de tráfico aéreo, total e completamente integrados nos da União Europeia e mais, os adeptos não vão todos chegar no mesmo dia, nem todos de avião.
Quarto, quando os bilhetes foram vendidos na Internet, foi consultada a base de dados proferida pelas forças policiais dos países presentes no Euro 2004.
Quinto, Portugal é um alvo para ataques terroristas, desde quando? Só se fossem as FP-25 de Abril. Porém, onde estão as autoridades a explicarem a verdade, a estimular a população, a instilar o optimismo, não só para o Euro 2004 mas para galvanizar a economia, a liderar o país? Exactamente onde estiveram, estes ou outros, quando os interesses dos portugueses estavam a ser vendidos por um preço barato, o que levou gradualmente à situação actual em que uma família portuguesa gasta substancialmente mais do seu ordenado em necessidades básicas do que no resto da Europa. Não se admite que num supermercado espanhol, se encontram exactamente os mesmos produtos bem mais baratos do que em Portugal, não se admite que no Reino Unido o cesto básico de alimentos custa bastante menos, quando se ganha cinco, seis ou sete vezes mais. Há duas semanas, vi três restaurantes no centro de Londres com o cartaz "Comam o que quiserem por £5.45 - 9 Euros, ou um pouco menos. Os portugueses gastam uma fatia tão grande do seu ordenado em mantimentos fundamentais que não há capital disponível para os serviços, restringindo a economia a um modelo básico e muito primário.
Se bem que Portugal é um país pequeno, também é a Bélgica, a Dinamarca, os Países Baixos, o Luxemburgo, a Suiça, a Irlanda. Estes países têm um plano de médio e longo prazo e nestes países ganham os lugares de destaque pessoas competentes e devidamente qualificadas e formadas. Em Portugal, o plano é ganhar as próximas eleições, ponto final. O que acontece depois? Há uma onda laranja ou cor-de-rosa a varrer o país e ocupar todos os quadros altos e médios, seja em ministérios, em faculdades, em firmas, até em hospitais. O grande plano é, quanto muito, de quatro anos, o que explica a pequenez de pensamento e a falta de visão personalizada por uma ministra das finanças que trata a economia do país como se fosse uma dona de casa maníaca, que, munida com uma tesoura gigante, tenta transformar um lençol de cama de casal numa bata para uma boneca diminuta? Corta, corta, corta.
O resultado disso tudo é o que se vê: desempregados à espera de desemprego durante largos meses, não semanas, sem receberem um tostão do governo que elegeram para os proteger. Quão conveniente por isso que o país fale de pedófilos e não da economia, do emprego, da falta de poder de liderança deste "governo" PSD/PP, da ausência duma cariz democrático, ou social, ou ou calor humano destes, que foram eleitos para proteger seus cidadãos. O que fizeram?
Absolutamente nada. Lamentaram que o país era um caos, e calaram-se.
Então, onde estão as políticas de salvação?
Portugal está, e por muito tempo tem sido, liderado por uma argamassa de cinzentos incompetentes que venderam os interesses do país irresponsável e negligentemente para fora. Portugal precisa de quem tenha o brio e a chama suficiente para incendiar a paixão do povo deste país lindo, desta pérola do Atlântico, de ajudá-lo a ir ao encontro dos seus sonhos, acreditar em si, redescobrir as suas consideráveis qualidades e colocar Portugal num lugar de destaque entre a comunidade internacional. O leitor pode apontar quem tenha feito isso nos últimos anos? O José Barroso está a fazê-lo?
Caso contrário, se não descobrir, e rapidamente, quem for competente para governar este país, os projectos audazes e brilhantes, que vão de mãos dadas com o espírito e a alma portuguesa, como por exemplo a EXPO 98 e o EURO 2004, ambos com uma gestão excelente e uma preparação de que poucos países se poderiam gabar, perder-se-ão no mar de lamúria que assola Portugal.
Francamente, a paciência dos que tanto lutaram para fazer qualquer coisa deste rectângulo atlântico, começa a esgotar-se. Já que gostam de dizer que quem não está bem deve mudar-se, começa a ser uma excelente ideia.
Timothy BANCROFT-HINCHEY
Director e Chefe de Redacção"
É triste que tenha que ser um estrangeiro a dizer-nos isto...
Obrigado Timothy
João
21 de Abril de 2004
Frases para mais tarde recordar IV
Errar é humano, persistir no erro é americano e acertar no alvo é muçulmano.
João
João
18 de Abril de 2004
16 de Abril de 2004
Quem vier para ganhar será bem recebido
Leio em A BOLA
Simão voltou ontem a emprestar a sua imagem a uma iniciativa de grande mérito social. O jogador do Benfica esteve presente numa acção de apoio a crianças portadoras da doença celítica e destacou que, depois de receber um telefonema de uma mãe em pranto, não poderia deixar de ajudar a sensibilizar os portugueses para este mal que impede milhares de pessoas de comerem até um simples pão para que o sofrimento não lhes bata à porta. Depois de cumprida a missão, o futebolista falou ainda de reforços e afirmou que a renovação do guarda-redes Moreira é de extrema importância para o clube.
Permita-nos o leitor que guardemos para o fim o que de mais importante aconteceu no dia. Simão falou ontem dos anunciados reforços do Benfica para a próxima época. «Tenho visto muito pouco sobre as contratações do Benfica, mas o certo é que quem vier para ajudar o clube a ir mais além será bem-vindo», afirmou. Diz-se por vezes que noticiar o interesse do clube em alguns jogadores pode desestabilizar o balneário. «Não», diz Simão, que garante também que essas notícias não agitam minimamente as águas: «Nem sequer falamos disso. É normal que num clube como o Benfica isso aconteça. Se viessem todos não teríamos hoje 24 jogadores. Talvez fossem 40 ou mais ainda.» E Simão foi mais longe, defendendo que quem chegar no início da próxima época tem todas as condições para se sentir bem: «Quem vier a integrar o plantel e estiver disposto a ajudar e tiver muita vontade de ganhar será bem vindo.» Comentário ainda mais sólido sobre a renovação de Moreira: «Sabia que isso iria acontecer. Falei com ele logo pela manhã e tomei conhecimento do que iria acontecer. É muito importante para o clube que isto aconteça, já que estamos perante um jovem com muito valor e que precisa de motivação para crescer mais ainda. Isso foi conseguido ontem.» Como ficou prometido, fique agora a saber o que levou Simão a juntar-se a Manuela Eanes — presidente do Instituto de Apoio à Criança — numa iniciativa a favor das crianças que sofrem da doença celítica: «Estou aqui para divulgar uma doença desconhecida para a maioria dos portugueses. Isso faz com que a Associação Portuguesa de Doentes com Intolerância ao Glúten [representada pelo seu presidente, Mário Rui Romero] tenha poucos apoios e é esse facto que temos de mudar. Nestes casos é importante darmos voz a quem não a tem.» Feliz por fazer a sua parte nesta difícil batalha, Simão só não contava com a presença de tantos jornalistas na Galeria das Flores, florista que irá doar os lucros do mês de Maio à referida instituição. «Sinto-me bem quando estou presente em iniciativas assim, mas confesso que não esperava ver tantos jornalistas. Prefiro fazê-lo longe das câmaras. Vim aqui porque recebi um telefonema de uma mãe de uma criança com esta doença e senti que não poderia dizer não. Ninguém fica insensível...»
Alguém me ajude....é que eu sou médico e também nunca ouvi falar de doença celítica....
João
Simão voltou ontem a emprestar a sua imagem a uma iniciativa de grande mérito social. O jogador do Benfica esteve presente numa acção de apoio a crianças portadoras da doença celítica e destacou que, depois de receber um telefonema de uma mãe em pranto, não poderia deixar de ajudar a sensibilizar os portugueses para este mal que impede milhares de pessoas de comerem até um simples pão para que o sofrimento não lhes bata à porta. Depois de cumprida a missão, o futebolista falou ainda de reforços e afirmou que a renovação do guarda-redes Moreira é de extrema importância para o clube.
Permita-nos o leitor que guardemos para o fim o que de mais importante aconteceu no dia. Simão falou ontem dos anunciados reforços do Benfica para a próxima época. «Tenho visto muito pouco sobre as contratações do Benfica, mas o certo é que quem vier para ajudar o clube a ir mais além será bem-vindo», afirmou. Diz-se por vezes que noticiar o interesse do clube em alguns jogadores pode desestabilizar o balneário. «Não», diz Simão, que garante também que essas notícias não agitam minimamente as águas: «Nem sequer falamos disso. É normal que num clube como o Benfica isso aconteça. Se viessem todos não teríamos hoje 24 jogadores. Talvez fossem 40 ou mais ainda.» E Simão foi mais longe, defendendo que quem chegar no início da próxima época tem todas as condições para se sentir bem: «Quem vier a integrar o plantel e estiver disposto a ajudar e tiver muita vontade de ganhar será bem vindo.» Comentário ainda mais sólido sobre a renovação de Moreira: «Sabia que isso iria acontecer. Falei com ele logo pela manhã e tomei conhecimento do que iria acontecer. É muito importante para o clube que isto aconteça, já que estamos perante um jovem com muito valor e que precisa de motivação para crescer mais ainda. Isso foi conseguido ontem.» Como ficou prometido, fique agora a saber o que levou Simão a juntar-se a Manuela Eanes — presidente do Instituto de Apoio à Criança — numa iniciativa a favor das crianças que sofrem da doença celítica: «Estou aqui para divulgar uma doença desconhecida para a maioria dos portugueses. Isso faz com que a Associação Portuguesa de Doentes com Intolerância ao Glúten [representada pelo seu presidente, Mário Rui Romero] tenha poucos apoios e é esse facto que temos de mudar. Nestes casos é importante darmos voz a quem não a tem.» Feliz por fazer a sua parte nesta difícil batalha, Simão só não contava com a presença de tantos jornalistas na Galeria das Flores, florista que irá doar os lucros do mês de Maio à referida instituição. «Sinto-me bem quando estou presente em iniciativas assim, mas confesso que não esperava ver tantos jornalistas. Prefiro fazê-lo longe das câmaras. Vim aqui porque recebi um telefonema de uma mãe de uma criança com esta doença e senti que não poderia dizer não. Ninguém fica insensível...»
Alguém me ajude....é que eu sou médico e também nunca ouvi falar de doença celítica....
João
15 de Abril de 2004
La Bella Itália
Vejo as imagens do italiano a ser abatido com um tiro na nuca.
Mais uma vitima da estupidez americana.
Bush é provavelmente o mais estupido presidente dos Estados Unidos da América e se duvidas houvesse, o Iraque ai está para as dissipar.
SHAME ON YOU MISTER BUSH!!!!
João
Mais uma vitima da estupidez americana.
Bush é provavelmente o mais estupido presidente dos Estados Unidos da América e se duvidas houvesse, o Iraque ai está para as dissipar.
SHAME ON YOU MISTER BUSH!!!!
João
14 de Abril de 2004
The queen is dead, God save the King!
Agora que Lili Caneças anunciou ter arrumado os saltos,
ter pousado o copo, enfim, ter deixado a vida social activa, ei-lo,
o nosso príncipe vai finalmente subir ao trono:

God Save King Castle White I
ter pousado o copo, enfim, ter deixado a vida social activa, ei-lo,
o nosso príncipe vai finalmente subir ao trono:

God Save King Castle White I
12 de Abril de 2004
Telegrama
Muitos Parabéns Vanda stop
Espero dia muito feliz tu e teus cheio saudinha e coisas boas stop
Beijinhos stop
:)
João stop
Espero dia muito feliz tu e teus cheio saudinha e coisas boas stop
Beijinhos stop
:)
João stop
9 de Abril de 2004
8 de Abril de 2004
Nurse...could you help me?
Ao fim de um ano e 4 meses de internato geral, sinto-me finalmente confiante para fazer uma apreciação critica das enfermeiras.
Vem isto a propósito daquilo que eu achava quando entrei para medicina. Todos os meus amigos, ao saberem que eu iria ser médico diziam coisas como: "Ena pa!!! Bem...e as enfermeiras...ui....é pouco bom ser médico!!!".
Até aqui tudo bem...todos nós temos direito a ser "trongalhongas". Mas se eles soubessem a verdade...
Bem...como uma imagem vale mais que mil palavras aqui deixo a minha contribuição para a desmistificar esse mito urbano que diz que as enfermeiras são todas um espanto:
Isto era o que eu achava que ia encontrar:

e isto foi o que na realidade encontrei:

Esclarecidos???
João
Vem isto a propósito daquilo que eu achava quando entrei para medicina. Todos os meus amigos, ao saberem que eu iria ser médico diziam coisas como: "Ena pa!!! Bem...e as enfermeiras...ui....é pouco bom ser médico!!!".
Até aqui tudo bem...todos nós temos direito a ser "trongalhongas". Mas se eles soubessem a verdade...
Bem...como uma imagem vale mais que mil palavras aqui deixo a minha contribuição para a desmistificar esse mito urbano que diz que as enfermeiras são todas um espanto:
Isto era o que eu achava que ia encontrar:

e isto foi o que na realidade encontrei:

Esclarecidos???
João
5 de Abril de 2004
Frases para mais tarde recordar I
Two wrongs don't make a right, but two Wrights made an airplane.
João
João
3 de Abril de 2004
Esther Cañadas?... não!! ... Esther Dyson!
Gerir a atenção
Como é que usamos o correio electrónico? De muitas maneiras...
Eu uso-o para comunicar. Uso-o para gerir tarefas. Outros usam-no como sistema de ficheiros. Outros ainda utilizam as suas múltiplas funções para organizarem os seus contactos e a sua agenda.
À medida que o nosso trabalho vai implicando cada vez mais comunicação com os outros, o correio electrónico vai sendo menos uma mera ferramenta de trabalho e mais o próprio ambiente de trabalho. Em vez de estar integrado num conjunto de outras tarefas, o próprio E-mail está a tornar-se num integrador dessas mesmas tarefas. Num certo sentido, o correio electrónico é a mais incontornável das aplicações, pois ela permite-nos comunicar e colaborar.
Mas o número crescente de funcionalidades do correio electrónico está a suscitar desafios cada vez maiores: gerir o nosso E-mail já não significa apenas organizar as nossas mensagens mas organizar as nossas vidas, pois vemo-nos obrigados a repartir a nossa atenção - cada vez mais fragmentada - pelas mais diversas tarefas e solicitações que enchem as nossas caixas de correio. E daí que algumas empresas estejam a levar a tecnologia um passo mais à frente, a fim de nos ajudar a enfrentar esta mudança.
Guardar e reencaminhar
Na medida em que o correio electrónico reproduz as funções dos serviços postais [dos chamados Correios] - cartas de um lado para o outro, mensagens sossegadamente à espera na nossa caixa de correio até acharmos por bem responder -, ele serve para gerir o fluxo de interrupções: o E-mail guarda e reencaminha mensagens, e dá-nos tempo para pensar nas coisas antes de respondermos. Podemos filtrá-las e mesmo ordená-las automaticamente, marcar mensagens sem ser só por causa do "spam" mas por termos, temas ou remetentes específicos: marcar as mensagens do chefe como "Urgentes", guardar as do Juan na pasta "Amigos do Futebol", pôr as da Alice no "Megaprojecto".
Mas ao passo que a tecnologia vai ficando cada vez mais sofisticada, a comunicação electrónica vai extravasando os limites do serviço postal virtual. Hoje temos os serviços de mensagens instantâneas em tempo real, com documentos que irrompem no nosso ecrã sem que haja a delicadeza de nos perguntarem se não nos importamos de ser interrompidos.
Não tarda o dia em que as folhas de cálculo permitirão ao utilizador não apenas ver quem fez as alterações mas também enviar a essa pessoa uma mensagem instantânea a perguntar porquê: cada célula da folha de cálculo poderá ter uma hiperligação ("link") para uma pessoa - e interrompê-la a qualquer momento. Isso será óptimo se se estiver a proceder a uma confirmação ou se se for o chefe. Já não será tão bom se se for a pessoa a quem todas as perguntas são dirigidas.
À medida que a comunicação electrónica se vai tornando mais robusta, ela é cada vez mais capaz de conduzir até nós, em tempo real, a excitação das distracções, das solicitações e dos pormenores de que a função de guardar e reencaminhar nos havia libertado... mas ainda mais rapidamente.
Trata-se de um ciclo típico. Criamos imensas funcionalidades novas da mesma forma que, dantes, acumulávamos montes de dados. Mas, depois, essas funcionalidades acarretam uma profusão de solicitações. E as empresas acabarão por perceber que o passo seguinte será o desenvolvimento de tecnologia que nos ajude a gerir todas essas solicitações.
Reinventar o E-mail
A confrontar-se com este desafio estão a Microsoft e a IBM, bem como diversas novas "startups". Segundo Brian Goffman, director de estratégia do grupo de para a colaboração em tempo real da Microsoft, o "software" Live Communications Server da sua empresa passará a dispor de funcionalidades de mensagens instantâneas e de telefonia a partir das aplicações do Office (como o Word e o Excel), bem como do programa de correio electrónico Outlook.
A novidade interessante é que o Live Communications Server também nos ajudará a gerir todas essas mensagens - dando a saber aos outros se e quando é que estamos disponíveis, permitindo o acesso a certas pessoas e bloqueando ou reencaminhando outras. E esse "software" também nos permitirá ligarmo-nos a outras pessoas da forma que preferirmos, transformando uma mensagem de correio electrónico numa mensagem instantânea ou esta num telefonema, por exemplo - tudo a partir da mesma aplicação.
A IBM está a desenvolver um projecto chamado Reinventing E-mail [Reinventar o E-mail] e liderado por Irene Greif, uma investigadora tida como a criadora, nos anos 80, do "computer-supported cooperative work" [algo como "trabalho cooperativo apoiado por computador"]. Irene Greif parece agora ter criado uma nova expressão: "activity threads" ["tecidos de actividade"].
"Começámos a ver como as pessoas ficavam afogadas em quantidades enormes de E-mail", diz Greif. "Já não se trata apenas de correio: são alertas, ligações para impressos que deverão ser preenchidos, endereços da Net para informação complementar, mensagens instantâneas, coisas que se quer conferir com alguém antes de se reencaminhar uma mensagem. Isto está a dar com as pessoas em doidas!"
Os "tecidos de actividade" de Irene Greif ajudar-nos-ão a organizar e estabelecer prioridades através do escalonamento e da ligação das mensagens de correio electrónico, dos impressos, dos registos de dados e das páginas da Web que dizem respeito a uma tarefa particular - tal como algumas ferramentas de correio electrónico ajudam o utilizador a estabelecer uma ligação entre as suas mensagens e as respectivas respostas numa única tessitura.
Fluxo de trabalho pessoal
No entanto, esses tecidos de E-mail também têm os seus problemas. Quando uma mensagem gera longas respostas em resposta a longas respostas e foi copiada para umas quantas pessoas, poderá conter muitas "citações", pois toda a gente se limitará a acrescentar a sua resposta a uma longa sequência de comentários anteriores.
"Estamos a tentar encontrar meios de 'simplificar estes tecidos'", diz Raymie Stata, "chief technology officer" (CTO) da "startup" Bloomba, que se dedica ao E-mail. "Suponhamos uma 'mailing list' com numerosas mensagens que se citam mutuamente. Podemos detectar a maioria destes casos e enviar apenas um resumo das mensagens, retirando as referências redundantes."
Além disso, Raymie Stata pretende desenvolver ferramentas de gestão para projectos individuais - mas algo que seja mais do que uma tradicional lista de coisas a fazer. "Se o 'software' impõe um sistema rígido ao utilizador, haverá um pequeno grupo de pessoas que gostará imenso mas a maioria delas detestá-lo-á", diz Stata. "Mas se se tiver um base de dados flexível, como o Lotus Agenda, de finais dos anos 80, a maioria dos utilizadores acham que ela dá muito trabalho. A solução reside em encontrar uma configuração à partida que funcione mas que os utilizadores possam facilmente personalizar. A base de dados é fácil; é a interface que é difícil."
A ideia é que a ferramenta (qualquer que venha a ser o seu nome) seja ligeira: será apenas uma maneira de recolher e gerir "links" para as aplicações e os dados representativos das nossas tarefas mais relevantes. Poder-se-lhe-ia mesmo chamar "gestor pessoal de fluxo de trabalho".
É a natureza do progresso: quando se responde a uma necessidade, abre-se caminho a uma série de outras. E aqueles que desenvolvem as tecnologias não tardarão a satisfazer as novas solicitações assim criadas. O "software" de comunicação electrónica começa finalmente a reflectir a realidade, pondo os utilizadores no centro da acção.
Como é que usamos o correio electrónico? De muitas maneiras...
Eu uso-o para comunicar. Uso-o para gerir tarefas. Outros usam-no como sistema de ficheiros. Outros ainda utilizam as suas múltiplas funções para organizarem os seus contactos e a sua agenda.
À medida que o nosso trabalho vai implicando cada vez mais comunicação com os outros, o correio electrónico vai sendo menos uma mera ferramenta de trabalho e mais o próprio ambiente de trabalho. Em vez de estar integrado num conjunto de outras tarefas, o próprio E-mail está a tornar-se num integrador dessas mesmas tarefas. Num certo sentido, o correio electrónico é a mais incontornável das aplicações, pois ela permite-nos comunicar e colaborar.
Mas o número crescente de funcionalidades do correio electrónico está a suscitar desafios cada vez maiores: gerir o nosso E-mail já não significa apenas organizar as nossas mensagens mas organizar as nossas vidas, pois vemo-nos obrigados a repartir a nossa atenção - cada vez mais fragmentada - pelas mais diversas tarefas e solicitações que enchem as nossas caixas de correio. E daí que algumas empresas estejam a levar a tecnologia um passo mais à frente, a fim de nos ajudar a enfrentar esta mudança.
Guardar e reencaminhar
Na medida em que o correio electrónico reproduz as funções dos serviços postais [dos chamados Correios] - cartas de um lado para o outro, mensagens sossegadamente à espera na nossa caixa de correio até acharmos por bem responder -, ele serve para gerir o fluxo de interrupções: o E-mail guarda e reencaminha mensagens, e dá-nos tempo para pensar nas coisas antes de respondermos. Podemos filtrá-las e mesmo ordená-las automaticamente, marcar mensagens sem ser só por causa do "spam" mas por termos, temas ou remetentes específicos: marcar as mensagens do chefe como "Urgentes", guardar as do Juan na pasta "Amigos do Futebol", pôr as da Alice no "Megaprojecto".
Mas ao passo que a tecnologia vai ficando cada vez mais sofisticada, a comunicação electrónica vai extravasando os limites do serviço postal virtual. Hoje temos os serviços de mensagens instantâneas em tempo real, com documentos que irrompem no nosso ecrã sem que haja a delicadeza de nos perguntarem se não nos importamos de ser interrompidos.
Não tarda o dia em que as folhas de cálculo permitirão ao utilizador não apenas ver quem fez as alterações mas também enviar a essa pessoa uma mensagem instantânea a perguntar porquê: cada célula da folha de cálculo poderá ter uma hiperligação ("link") para uma pessoa - e interrompê-la a qualquer momento. Isso será óptimo se se estiver a proceder a uma confirmação ou se se for o chefe. Já não será tão bom se se for a pessoa a quem todas as perguntas são dirigidas.
À medida que a comunicação electrónica se vai tornando mais robusta, ela é cada vez mais capaz de conduzir até nós, em tempo real, a excitação das distracções, das solicitações e dos pormenores de que a função de guardar e reencaminhar nos havia libertado... mas ainda mais rapidamente.
Trata-se de um ciclo típico. Criamos imensas funcionalidades novas da mesma forma que, dantes, acumulávamos montes de dados. Mas, depois, essas funcionalidades acarretam uma profusão de solicitações. E as empresas acabarão por perceber que o passo seguinte será o desenvolvimento de tecnologia que nos ajude a gerir todas essas solicitações.
Reinventar o E-mail
A confrontar-se com este desafio estão a Microsoft e a IBM, bem como diversas novas "startups". Segundo Brian Goffman, director de estratégia do grupo de para a colaboração em tempo real da Microsoft, o "software" Live Communications Server da sua empresa passará a dispor de funcionalidades de mensagens instantâneas e de telefonia a partir das aplicações do Office (como o Word e o Excel), bem como do programa de correio electrónico Outlook.
A novidade interessante é que o Live Communications Server também nos ajudará a gerir todas essas mensagens - dando a saber aos outros se e quando é que estamos disponíveis, permitindo o acesso a certas pessoas e bloqueando ou reencaminhando outras. E esse "software" também nos permitirá ligarmo-nos a outras pessoas da forma que preferirmos, transformando uma mensagem de correio electrónico numa mensagem instantânea ou esta num telefonema, por exemplo - tudo a partir da mesma aplicação.
A IBM está a desenvolver um projecto chamado Reinventing E-mail [Reinventar o E-mail] e liderado por Irene Greif, uma investigadora tida como a criadora, nos anos 80, do "computer-supported cooperative work" [algo como "trabalho cooperativo apoiado por computador"]. Irene Greif parece agora ter criado uma nova expressão: "activity threads" ["tecidos de actividade"].
"Começámos a ver como as pessoas ficavam afogadas em quantidades enormes de E-mail", diz Greif. "Já não se trata apenas de correio: são alertas, ligações para impressos que deverão ser preenchidos, endereços da Net para informação complementar, mensagens instantâneas, coisas que se quer conferir com alguém antes de se reencaminhar uma mensagem. Isto está a dar com as pessoas em doidas!"
Os "tecidos de actividade" de Irene Greif ajudar-nos-ão a organizar e estabelecer prioridades através do escalonamento e da ligação das mensagens de correio electrónico, dos impressos, dos registos de dados e das páginas da Web que dizem respeito a uma tarefa particular - tal como algumas ferramentas de correio electrónico ajudam o utilizador a estabelecer uma ligação entre as suas mensagens e as respectivas respostas numa única tessitura.
Fluxo de trabalho pessoal
No entanto, esses tecidos de E-mail também têm os seus problemas. Quando uma mensagem gera longas respostas em resposta a longas respostas e foi copiada para umas quantas pessoas, poderá conter muitas "citações", pois toda a gente se limitará a acrescentar a sua resposta a uma longa sequência de comentários anteriores.
"Estamos a tentar encontrar meios de 'simplificar estes tecidos'", diz Raymie Stata, "chief technology officer" (CTO) da "startup" Bloomba, que se dedica ao E-mail. "Suponhamos uma 'mailing list' com numerosas mensagens que se citam mutuamente. Podemos detectar a maioria destes casos e enviar apenas um resumo das mensagens, retirando as referências redundantes."
Além disso, Raymie Stata pretende desenvolver ferramentas de gestão para projectos individuais - mas algo que seja mais do que uma tradicional lista de coisas a fazer. "Se o 'software' impõe um sistema rígido ao utilizador, haverá um pequeno grupo de pessoas que gostará imenso mas a maioria delas detestá-lo-á", diz Stata. "Mas se se tiver um base de dados flexível, como o Lotus Agenda, de finais dos anos 80, a maioria dos utilizadores acham que ela dá muito trabalho. A solução reside em encontrar uma configuração à partida que funcione mas que os utilizadores possam facilmente personalizar. A base de dados é fácil; é a interface que é difícil."
A ideia é que a ferramenta (qualquer que venha a ser o seu nome) seja ligeira: será apenas uma maneira de recolher e gerir "links" para as aplicações e os dados representativos das nossas tarefas mais relevantes. Poder-se-lhe-ia mesmo chamar "gestor pessoal de fluxo de trabalho".
É a natureza do progresso: quando se responde a uma necessidade, abre-se caminho a uma série de outras. E aqueles que desenvolvem as tecnologias não tardarão a satisfazer as novas solicitações assim criadas. O "software" de comunicação electrónica começa finalmente a reflectir a realidade, pondo os utilizadores no centro da acção.
Pedido de desculpas à Janet Jackson
Sobre o post do Sindrome do Túnel Cárpico:
... é arte!
... mas desculpem se ferimos alguma susceptibilidade!
... é arte!
... mas desculpem se ferimos alguma susceptibilidade!
1 de Abril de 2004
O Boneco
in "´Vieira 2001 - só desisto se for eleito"
O Boneco representa o Homem.
Se o Boneco é diferente, o Homem é diferente.
Desde sempre os homens fizeram imagens.
Há Homens que só vivem nas imagens que fazem e há Homens que só vivem
nas imagens que os outros Homens fazem deles.
Os fabricantes de imagens são a vida dos Homens que só vivem em imagem.
A política está cheia destes Homens-Imagem omnipresentes, bidimensionais,
cuja única capacidade é a de fazerem acreditar que existe uma relação entre a
capacidade de nos fazermos eleger e a capacidade de governar.
Desses Homens-Imagem temos agora novas imagens em que cada um deles
surge igualmente possível, igualmente real, igualmente bidimensional; não como
gostariam de ser vistos, mas como alguns de nós os vemos.
Manuel João Vieira
O Boneco representa o Homem.
Se o Boneco é diferente, o Homem é diferente.
Desde sempre os homens fizeram imagens.
Há Homens que só vivem nas imagens que fazem e há Homens que só vivem
nas imagens que os outros Homens fazem deles.
Os fabricantes de imagens são a vida dos Homens que só vivem em imagem.
A política está cheia destes Homens-Imagem omnipresentes, bidimensionais,
cuja única capacidade é a de fazerem acreditar que existe uma relação entre a
capacidade de nos fazermos eleger e a capacidade de governar.
Desses Homens-Imagem temos agora novas imagens em que cada um deles
surge igualmente possível, igualmente real, igualmente bidimensional; não como
gostariam de ser vistos, mas como alguns de nós os vemos.
Manuel João Vieira
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