"Que as instituições bancárias gozam com os portugueses a cada anúncio que passa na televisão não tenho dúvidas. Que se aproveitam descaradamente da ignorância de alguns clientes com publicidade deplorável idem. Agora o que se está a passar neste momento, especialmente numa época em que muitos, pela situação de instabilidade económica e debilidade financeira que vivemos, aos cortes constantes e psicoses orçamentais que temos sofrido, aumentos virais de impostos que se têm sucedido a uma rapidez alucinante e cíclica, se vêem obrigados a ter um relação de vergonha para com a instituição onde têm quase sempre a conta a descoberto, a quem entregam a casa e pedem desesperadamente ajuda para pagar a escola dos filhos, prestações do carro, de tudo. Já quase ninguém entra num banco de cabeça erguida. São poucos.
Estas mesmas pessoas que se arrastam pelos balcões dos bancos a tentar desesperadamente encontrar uma solução milagrosa para os seus problemas têm o Ronaldo a piscar-lhes o olho em cada esquina e o Mourinho a coçar a micose no mapa da Europa. Saem com o rabinho entre as pernas e sem solução para os seus problemas que estrangulam os sonhos, as promessas no passado e o futuro ameaçado da família. A ruina mais do que certa.
No entanto, estes mesmos clientes chegam a casa, ligam a televisão e lá está ele. O tipo que acerta sempre, o que não é indeciso em frente à baliza e só diz baboseiras. E o outro que é o melhor do mundo e mais não sei quê, o que raio é que isso interessa para quem tem três prestações em atraso e está falido e desempregado? O primeiro é um puto a quem o BES não emprestaria um cêntimo que fosse à família caso tivesse continuado a ser mais um triste aos pontapés na bola num dos bairros pobres da Madeira. Agora que ganha milhões foi promovido a conselheiro financeiro da classe média. Se José Mourinho ainda fosse tradutor nem um cêntimo para comprar um pónei (de plástico) ao mais novo lhe emprestavam mas agora bate no peito a dizer que é português com orgulho. Apela as pessoas para usarem uma fitinha. Simplesmente patético. Olha filho dá-me o teu cachet que eu bato no peito quinze dias seguidos, podes chamar-me Tarzan do "Milénio. E encho o corpo de fitinhas, tipo múmia.
Que exemplos são estes? Porque têm dinheiro? Sucesso? Temos de ser todos Mourinhos e Cristianos para que o banco nos considere e ajude. E o senhor João que tem 3 empregos e vendeu todos os móveis que possui para continuar a pagar religiosamente a prestação da arrecadação onde vive, não será este o verdadeiro herói desta treta toda? Ah este não vende? Somos uns provincianos de primeira, até nisto. Não têm vergonha, senhores banqueiros? De destruírem vidas e famílias para dar dinheiro a quem não precisa a troco de uma fabricada?
Mourinhos e quejandos não dão nada, absolutamente nada, aos clientes de um banco e só quem é burro pode acreditar numa coisa destas. Os Banco é que precisam do sucesso por osmose e não o contrário. Quantos milhões são gastos em publicidade? E quantos milhões possuem os bancos neste momento de crédito mal parado e dívidas incobráveis? Quantas casas foram entregues aos Bancos só este ano? Apareceu lá algum São Cristiano ou Mourinho para salvar esta gente, meter-lhe uma fitinha na mão e dizer "olha filho agora vai ali pedir para a baixa que eu já te atendo"? Hipócritas de m...."
AQUI
INTERNE ME
Blog de um imbecil, escrito com os pés e lido por gente parva que, não tendo coisas mais interessantes para fazer, opta por condenar os seus neurónios a uma morte lenta e dolorosa, lendo este chorrilho de idiotices.
12 de Outubro de 2011
9 de Outubro de 2011
Merda!!!!
8:45 da manhã de domingo.
Enquanto a mãe dá a papa ao Guilherme, eu entretenho-me a dar o pequeno almoço ao Diogo. O meu telemóvel toca.
Atendo.
Do outro lado da linha a AC pergunta-me: "Onde estás?"
"Em casa" respondo eu.
"Mas tu estás de banco hoje"
...........................................................................................
...........................................................................................
...........................................................................................
.............................................................FODA-SE!!!!!!!!!!
Em 6 anos, nunca me esqueci de um compromisso, nunca me atrasei para uma urgência, nunca deixei um colega pendurado.
3 semanas depois de começar no meu novo local de trabalho, esqueço-me que estou de banco e chego quase 2 horas atrasado ao hospital.
Porquê a mim?...
Enquanto a mãe dá a papa ao Guilherme, eu entretenho-me a dar o pequeno almoço ao Diogo. O meu telemóvel toca.
Atendo.
Do outro lado da linha a AC pergunta-me: "Onde estás?"
"Em casa" respondo eu.
"Mas tu estás de banco hoje"
...........................................................................................
...........................................................................................
...........................................................................................
.............................................................FODA-SE!!!!!!!!!!
Em 6 anos, nunca me esqueci de um compromisso, nunca me atrasei para uma urgência, nunca deixei um colega pendurado.
3 semanas depois de começar no meu novo local de trabalho, esqueço-me que estou de banco e chego quase 2 horas atrasado ao hospital.
Porquê a mim?...
17 de Setembro de 2011
16 de Setembro de 2011
Mudanças
Considero geralmente as mudanças como momentos positivos na vida. O quebrar de rotinas e a novidade associadas a uma grande mudança sempre me seduziu. Considero, por isso, que mudar de vida de vez em quando é quase um imperativo higiénico. De higiene mental talvez, mas higiene de qualquer das formas.
Vejo-me no inicio da minha vida como especialista em cirurgia geral, a braços com uma mudança de grandes dimensões.
Aquela que foi a minha realidade nos ultimos 6 anos deixou de o ser. A minha vida profissional passou a desenrolar-se num local consideravelmente mais longinquo (mas que me permite, ainda assim, ir e vir no mesmo dia), rodeado de pessoas novas que eu não conheço, não sei como trabalham e, acima de tudo, que não me conhecem a mim.
As cumplicidades forjadas com o tempo, as amizades construidas pela partilha de experiências ficaram lá atrás.
No entanto, curiosamente, mais que assustado estou cheio de vontade de dar este novo passo na minha vida, conhecer aqueles que são os meus novos colegas e começar a criar toda uma nova teia de relações humanas.
Como tal é, sem dúvida, apropriado que o meu primeiro dia de trabalho seja exactamente isso: um dia de trabalho. Nada nos apresenta aos outros como 24 horas de urgência.
Vamos a isto!
Vejo-me no inicio da minha vida como especialista em cirurgia geral, a braços com uma mudança de grandes dimensões.
Aquela que foi a minha realidade nos ultimos 6 anos deixou de o ser. A minha vida profissional passou a desenrolar-se num local consideravelmente mais longinquo (mas que me permite, ainda assim, ir e vir no mesmo dia), rodeado de pessoas novas que eu não conheço, não sei como trabalham e, acima de tudo, que não me conhecem a mim.
As cumplicidades forjadas com o tempo, as amizades construidas pela partilha de experiências ficaram lá atrás.
No entanto, curiosamente, mais que assustado estou cheio de vontade de dar este novo passo na minha vida, conhecer aqueles que são os meus novos colegas e começar a criar toda uma nova teia de relações humanas.
Como tal é, sem dúvida, apropriado que o meu primeiro dia de trabalho seja exactamente isso: um dia de trabalho. Nada nos apresenta aos outros como 24 horas de urgência.
Vamos a isto!
16 de Agosto de 2011
Mercantilismo
7:50h
Diogo: Papá...vais trabalhar?
Eu: Vou filhote...
Diogo: Não vá já...fica só mais um minuto...
Eu: Não posso filho...o pai tem mesmo que ir trabalhar e já ficou mais um minuto há meia hora atrás.
Diogo: Vais ganhar dinheiro?
Eu: Sim filho...tem de ser...
Diogo: 'Tá bem...Então vai que os Beyblades são caros...
Esta alma faz 3 anos dentro de uns dias...
Diogo: Papá...vais trabalhar?
Eu: Vou filhote...
Diogo: Não vá já...fica só mais um minuto...
Eu: Não posso filho...o pai tem mesmo que ir trabalhar e já ficou mais um minuto há meia hora atrás.
Diogo: Vais ganhar dinheiro?
Eu: Sim filho...tem de ser...
Diogo: 'Tá bem...Então vai que os Beyblades são caros...
Esta alma faz 3 anos dentro de uns dias...
No intervalo de urgências dia-sim-dia-não e enquanto propostas de desencaminhamento laboral voam para trás e para a frente, hoje às 8 da manhã sai do Chico, liguei o carro e o rádio desatou a tocar esta musica:
Calculo que todos os artistas vivam para o momento em que olham para um obra e possam dizer: "Está tal e qual como a imaginei na minha cabeça: Perfeita!"
Eu, se tivesse cantado esta musica desta forma, seria certamente o que diria.
21 de Julho de 2011
Post nº. 500
e para celebrar apresento-vos dois dos meus "fetiches" cinematográficos:
Pergunta de algibeira: quem são?
O prémio para quem acertar é um bacalhau e um palmadão nas costas...
17 de Julho de 2011
Começa assim
Sai de casa na Quarta-feira às 7:30h. Só cá voltei a meter os pés às 20h de Sexta-Feira.
É por estas e por outras que o meu filho mais velho se refere a casa como "a casa da mamã".
É por estas e por outras que o meu filho mais velho se refere a casa como "a casa da mamã".
14 de Julho de 2011
Primeiras impressões
Faz hoje uma semana que fiz o meu exame de final de internato.
Em dois dias, 3 colegas que eu não conhecia e não me conheciam a mim avaliaram 6 anos da minha vida. A nossa vida quando é avaliada por pessoas idóneas parece-nos estranha. Lembro-me de, a certa altura durante a avaliação curricular, dar por mim a pensar que eu não conhecia aquela pessoa de que me estavam a falar. Os episódios, as sensações, e as vivências quando passadas para o papel perdem toda a envolvência. Tornam-se fragmentos de momentos, decisões tomadas sem que se perceba com que base. Pequenos nadas que se erguem no livro da nossa vida como se estivessem suspensas no tempo.
E dizem muito pouco da nossa vida.
Em 6 anos, fui de aprendiz a cirurgião, operei quase 1000 doentes, apaixonei-me, casei, fui pai duas vezes, emagreci e engordei, deixei de fumar, voltei a fumar e deixei de fumar outra vez, tive centenas de momentos de tristeza e milhares de momentos de alegria, sorri muito, chorei menos do que me apetecia, passei noites em claro, envelheci, fiquei cheio de cabelos brancos, fiz e perdi amigos.
E no fim, tudo isto se resumiu a 170 páginas do livro da minha vida.
Sensação estranha esta...
Em dois dias, 3 colegas que eu não conhecia e não me conheciam a mim avaliaram 6 anos da minha vida. A nossa vida quando é avaliada por pessoas idóneas parece-nos estranha. Lembro-me de, a certa altura durante a avaliação curricular, dar por mim a pensar que eu não conhecia aquela pessoa de que me estavam a falar. Os episódios, as sensações, e as vivências quando passadas para o papel perdem toda a envolvência. Tornam-se fragmentos de momentos, decisões tomadas sem que se perceba com que base. Pequenos nadas que se erguem no livro da nossa vida como se estivessem suspensas no tempo.
E dizem muito pouco da nossa vida.
Em 6 anos, fui de aprendiz a cirurgião, operei quase 1000 doentes, apaixonei-me, casei, fui pai duas vezes, emagreci e engordei, deixei de fumar, voltei a fumar e deixei de fumar outra vez, tive centenas de momentos de tristeza e milhares de momentos de alegria, sorri muito, chorei menos do que me apetecia, passei noites em claro, envelheci, fiquei cheio de cabelos brancos, fiz e perdi amigos.
E no fim, tudo isto se resumiu a 170 páginas do livro da minha vida.
Sensação estranha esta...
11 de Junho de 2011
8 de Junho de 2011
2 de Junho de 2011
Branco é...
Hoje de manhã, no colégio, o Diogo todo orgulhoso, quis mostrar-me a quintinha da turma dele.
Apontava para os bonecos e dizia. "Olha papá...o coelho, o porco, a vaquinha..."
Ao olhar para os animais reparei numa galinha e vi que junto a ela havia um monte de milho.
O diálogo seguinte foi assim:
Eu: "E como se chama esta?"
Diogo: "Galinha"
Eu: " E sabes o que é que as galinhas comem filhote?"
Diogo, olhando para o milho: "PIPOCAS!"
Se não morri de riso hoje, nunca mais morro...
Apontava para os bonecos e dizia. "Olha papá...o coelho, o porco, a vaquinha..."
Ao olhar para os animais reparei numa galinha e vi que junto a ela havia um monte de milho.
O diálogo seguinte foi assim:
Eu: "E como se chama esta?"
Diogo: "Galinha"
Eu: " E sabes o que é que as galinhas comem filhote?"
Diogo, olhando para o milho: "PIPOCAS!"
Se não morri de riso hoje, nunca mais morro...
1 de Junho de 2011
Jornal da Ocasião.
Parvo, com pouco jeito para a escrita e ainda menos piada, oferece-se para projecto de colaboração na blogosfera, sobre assuntos sérios ou a brincar, politica, desporto, e outros que tais.
Oferece-se colaboração interessada embora sujeita à disponibilidade laboral e familiar.
Oferece-se colaboração interessada embora sujeita à disponibilidade laboral e familiar.
Kafka
Numa loja de livros, discos e DVD's e afins de origem belga (mas que, infelizmente, não vende bolachas...)
Eu: "Bom dia, preciso da sua ajuda. Andei ali à procura nos C's do CD da Christina Perri e não encontrei nada"
Funcionário com ar de frete: "Já experimentou procurar nos K's?"
Eu: "Nos K's?"
Funcionário: "Sim, nos K's"
Eu: "Ok...obrigado pela sua ajuda."
5 mins depois...
Eu: "Olá outra vez. Nos K's também não está."
Funcionário com ar este-outra-vez: "Não?"
Eu: "Não."
Funcionário com ar porra-que-só-me-saem-duques: "Tem a certeza?"
Eu (começando a ficar um bocadinho irritado): "Absoluta."
Funcionário com ar oh-que-caraças: "Venha comigo."
Dirigimo-nos aos K's...
Funcionário com ar és-mesmo-estupido-pah: "Olhe aqui...tantos!"
Eu (irritação em modo up-up-and-away):" Oh...que parvoice a minha...realmente estão aqui imensos Cd's da Katy Perry...só é pena é eu não estar à procura deles...o que eu gostava mesmo mesmo mesmo era do CD da Christina Perri..."
Funcionário com ar este-gajo-está-bêbedo:" Christina? Não...o Sr. deve estar a fazer confusão...é Katy..."
Eu:" Não, não é...sabe...eu aprendi a ler na escola. E conheço a diferença entre Katy que se escreve K-A-T-Y e Christina, que em Inglês se escreve com H a seguir ao C mas de resto tem exactamente a mesma grafia que em Português..."
Funcionário: ...
De volta ao computador...
Funcionário: "Pois...se calhar ainda não saiu em Portugal."
Eu: "Ok...obrigado pela sua ajuda."
Funcionário (sussurando entre dentes, dirigindo-se ao colega): "Christina Perri...isso nem deve existir..."
Eu (na minha cabeça): "Será que me safo com insanidade temporária?..."
Nota: É óbvio que eu sei que quem trabalha numa numa loja destas não pode conhecer todos os artistas/musicas/livros/DVD. Já me custa muito mais a perceber que me tentem convencer que o artista/musica/livro/DVD em causa não existe e, pior que isso, insistam na tentativa. Se ainda por cima tudo isto é feito com ar de frete como se, auxiliar-me numa questão fosse um favor pessoal que me estavam a fazer e não o seu TRABALHO, isso sim, tira-me completamente do sério...
Eu: "Bom dia, preciso da sua ajuda. Andei ali à procura nos C's do CD da Christina Perri e não encontrei nada"
Funcionário com ar de frete: "Já experimentou procurar nos K's?"
Eu: "Nos K's?"
Funcionário: "Sim, nos K's"
Eu: "Ok...obrigado pela sua ajuda."
5 mins depois...
Eu: "Olá outra vez. Nos K's também não está."
Funcionário com ar este-outra-vez: "Não?"
Eu: "Não."
Funcionário com ar porra-que-só-me-saem-duques: "Tem a certeza?"
Eu (começando a ficar um bocadinho irritado): "Absoluta."
Funcionário com ar oh-que-caraças: "Venha comigo."
Dirigimo-nos aos K's...
Funcionário com ar és-mesmo-estupido-pah: "Olhe aqui...tantos!"
Eu (irritação em modo up-up-and-away):" Oh...que parvoice a minha...realmente estão aqui imensos Cd's da Katy Perry...só é pena é eu não estar à procura deles...o que eu gostava mesmo mesmo mesmo era do CD da Christina Perri..."
Funcionário com ar este-gajo-está-bêbedo:" Christina? Não...o Sr. deve estar a fazer confusão...é Katy..."
Eu:" Não, não é...sabe...eu aprendi a ler na escola. E conheço a diferença entre Katy que se escreve K-A-T-Y e Christina, que em Inglês se escreve com H a seguir ao C mas de resto tem exactamente a mesma grafia que em Português..."
Funcionário: ...
De volta ao computador...
Funcionário: "Pois...se calhar ainda não saiu em Portugal."
Eu: "Ok...obrigado pela sua ajuda."
Funcionário (sussurando entre dentes, dirigindo-se ao colega): "Christina Perri...isso nem deve existir..."
Eu (na minha cabeça): "Será que me safo com insanidade temporária?..."
Nota: É óbvio que eu sei que quem trabalha numa numa loja destas não pode conhecer todos os artistas/musicas/livros/DVD. Já me custa muito mais a perceber que me tentem convencer que o artista/musica/livro/DVD em causa não existe e, pior que isso, insistam na tentativa. Se ainda por cima tudo isto é feito com ar de frete como se, auxiliar-me numa questão fosse um favor pessoal que me estavam a fazer e não o seu TRABALHO, isso sim, tira-me completamente do sério...
19 de Maio de 2011
Se DSK tivesse feito em Lisboa o que alegadamente fez em NY
A empregada dificilmente faria queixa, com medo de represálias, designadamente de ser despedida.
Se a empregada fosse destemida, estivesse farta do emprego e fizesse queixa na polícia, o mais provável é que o polícia lhe dissesse para ter juízo e não se meter com trutas e ela desistia da queixa.
Se o polícia fosse chanfrado e/ou completamente inexperiente e desse seguimento à queixa, o mais provável é que Strauss Khan já estivesse a meio caminho de Paris quando a polícia chegasse ao aeroporto para o interpelar.
Se, por um bambúrrio de sorte, a polícia o conseguisse prender antes de ele sair do país, o mais provável seria ele ser ouvido por um magistrado que lhe fixava termo de identidade e residência, sendo que ele, na primeira oportunidade, punha-se a milhas porque tem mais que fazer do que aturar juízes atacados por excessos de zelo.
Se, por alguma razão inexplicável, o velho Khan ficasse em prisão preventiva:
1. No dia seguinte o Público traria um artigo do Dr. Mário Soares verberando a sede de protagonismo de alguns senhores magistrados que não hesitam perante nada para dar nas vistas.
2. Marinho Pinto desdobrar-se-ia perante diversas estações de televisão clamando que os juízes declararam guerra aos políticos e agora já prendem quem nos dá o pãozinho com manteiga, in casu, qualquer coisa como 78 mil milhões de euros que o maluco do juiz está a pôr em perigo; é pior do que nos tempos da PIDE.
3. O ministro da justiça diria que não compreende como é que um homem acima de qualquer suspeita é preso por um juiz português apenas com base num depoimento de uma pessoa, mas que irá pedir ao Conselho Superior da Magistratura para instaurar um inquérito no sentido de se apurarem responsabilidades, designadamente disciplinares.
4. Os chefes dos grupos parlamentares do PS e PSD dariam conferências de imprensa em que a nota dominante seria a de que é muito complicado viver num país em que os senhores juízes pensam que são governo e parlamento, não sabendo fazer a distinção que se impõe na óptica da separação dos poderes (o CDS, o BE e o PCP não diriam nada, alegando que há que respeitar o segredo de justiça, mas nas entrelinhas e em "off" deixariam escapar que é incrível o estado de completa roda livre a que a magistratura chegou).
5. As várias Tvs fariam alguns inquéritos de rua em que alguns populares apareceriam dizendo que a “estúpida da preta” (não esquecer que a empregada vítima de tentativa de violação é negra) está mas é a ver se saca "algum" ao Strauss Khan, que toda a gente sabe que é milionário.
6. A presidência do conselho de ministros faria sair uma nota oficiosa indicando que mais uma vez se prova que se a oposição não tivesse irresponsavelmente inviabilizado o PEC IV, a reorganização judiciária já estaria em marcha, impossibilitando os protagonismos dos senhores juízes demasiado cheios de si próprios.
Azar dos azares: Strauss Khan não tentou violar nenhuma negra em Lisboa – fê-lo em Nova Iorque.
Por isso ficou em prisão preventiva, tendo a juiz recusado a sua oferta de prestação de caução no valor de 1 milhão de dólares.
Moral da história: em países em que a justiça é mesmo a sério, convém não pisar o risco; nos outros, é o que se quiser, à fartazana.
(texto recebido por email)
Se a empregada fosse destemida, estivesse farta do emprego e fizesse queixa na polícia, o mais provável é que o polícia lhe dissesse para ter juízo e não se meter com trutas e ela desistia da queixa.
Se o polícia fosse chanfrado e/ou completamente inexperiente e desse seguimento à queixa, o mais provável é que Strauss Khan já estivesse a meio caminho de Paris quando a polícia chegasse ao aeroporto para o interpelar.
Se, por um bambúrrio de sorte, a polícia o conseguisse prender antes de ele sair do país, o mais provável seria ele ser ouvido por um magistrado que lhe fixava termo de identidade e residência, sendo que ele, na primeira oportunidade, punha-se a milhas porque tem mais que fazer do que aturar juízes atacados por excessos de zelo.
Se, por alguma razão inexplicável, o velho Khan ficasse em prisão preventiva:
1. No dia seguinte o Público traria um artigo do Dr. Mário Soares verberando a sede de protagonismo de alguns senhores magistrados que não hesitam perante nada para dar nas vistas.
2. Marinho Pinto desdobrar-se-ia perante diversas estações de televisão clamando que os juízes declararam guerra aos políticos e agora já prendem quem nos dá o pãozinho com manteiga, in casu, qualquer coisa como 78 mil milhões de euros que o maluco do juiz está a pôr em perigo; é pior do que nos tempos da PIDE.
3. O ministro da justiça diria que não compreende como é que um homem acima de qualquer suspeita é preso por um juiz português apenas com base num depoimento de uma pessoa, mas que irá pedir ao Conselho Superior da Magistratura para instaurar um inquérito no sentido de se apurarem responsabilidades, designadamente disciplinares.
4. Os chefes dos grupos parlamentares do PS e PSD dariam conferências de imprensa em que a nota dominante seria a de que é muito complicado viver num país em que os senhores juízes pensam que são governo e parlamento, não sabendo fazer a distinção que se impõe na óptica da separação dos poderes (o CDS, o BE e o PCP não diriam nada, alegando que há que respeitar o segredo de justiça, mas nas entrelinhas e em "off" deixariam escapar que é incrível o estado de completa roda livre a que a magistratura chegou).
5. As várias Tvs fariam alguns inquéritos de rua em que alguns populares apareceriam dizendo que a “estúpida da preta” (não esquecer que a empregada vítima de tentativa de violação é negra) está mas é a ver se saca "algum" ao Strauss Khan, que toda a gente sabe que é milionário.
6. A presidência do conselho de ministros faria sair uma nota oficiosa indicando que mais uma vez se prova que se a oposição não tivesse irresponsavelmente inviabilizado o PEC IV, a reorganização judiciária já estaria em marcha, impossibilitando os protagonismos dos senhores juízes demasiado cheios de si próprios.
Azar dos azares: Strauss Khan não tentou violar nenhuma negra em Lisboa – fê-lo em Nova Iorque.
Por isso ficou em prisão preventiva, tendo a juiz recusado a sua oferta de prestação de caução no valor de 1 milhão de dólares.
Moral da história: em países em que a justiça é mesmo a sério, convém não pisar o risco; nos outros, é o que se quiser, à fartazana.
(texto recebido por email)
12 de Maio de 2011
Reflexões de parentalidade
Hoje de manhã no carro:
-Pai...põe a minha musica...
(musica do CD)
"Quem quer? Quem quer? Casar com a carocinha? Ela é muito rica e além disso é bonitinha."
É bom ver que a musica prepara as crianças para a vida...
-Pai...põe a minha musica...
(musica do CD)
"Quem quer? Quem quer? Casar com a carocinha? Ela é muito rica e além disso é bonitinha."
É bom ver que a musica prepara as crianças para a vida...
10 de Maio de 2011
No email
Um homem, voando num balão, dá conta de que está perdido.
Avista um homem no chão, baixa o balão e aproxima-se:
- Pode ajudar-me? Fiquei de encontrar-me com um amigo às duas da tarde; já tenho um atraso de mais de meia hora e não sei onde estou...
- Claro... que sim! - responde o homem:
O senhor está num balão, a uns 20 metros de altura, algures entre as latitudes de 40 e 43 graus Norte e a longitude de 7 e 9 graus Oeste.
- O Senhor é consultor, não é?
- Sou sim senhor! Como foi que adivinhou?
- Muito fácil: deu-me uma informação tecnicamente correcta, mas inútil na prática. Continuo perdido e vou chegar tarde ao encontro porque não sei o que fazer com a sua informação...
- Ah! Então o senhor é socialista!
- Sou! Como descobriu?
- Muito fácil: O senhor não sabe onde está, nem para onde ir, assumiu um compromisso que não pode cumprir e está à espera que alguém lhe resolva o problema. Com efeito, está exactamente na mesma situação em que estava antes de me encontrar. Só que agora, por uma estranha razão, a culpa é minha!...
Avista um homem no chão, baixa o balão e aproxima-se:
- Pode ajudar-me? Fiquei de encontrar-me com um amigo às duas da tarde; já tenho um atraso de mais de meia hora e não sei onde estou...
- Claro... que sim! - responde o homem:
O senhor está num balão, a uns 20 metros de altura, algures entre as latitudes de 40 e 43 graus Norte e a longitude de 7 e 9 graus Oeste.
- O Senhor é consultor, não é?
- Sou sim senhor! Como foi que adivinhou?
- Muito fácil: deu-me uma informação tecnicamente correcta, mas inútil na prática. Continuo perdido e vou chegar tarde ao encontro porque não sei o que fazer com a sua informação...
- Ah! Então o senhor é socialista!
- Sou! Como descobriu?
- Muito fácil: O senhor não sabe onde está, nem para onde ir, assumiu um compromisso que não pode cumprir e está à espera que alguém lhe resolva o problema. Com efeito, está exactamente na mesma situação em que estava antes de me encontrar. Só que agora, por uma estranha razão, a culpa é minha!...
6 de Maio de 2011
Hipocrisias
Premissa: O Sr. Laden foi abatido pelos Navy Seals, quando já se tinha rendido e estava desarmado.
Um coro de carpideiras profissionais, arranca cabelos e chora essa morte "bárbara". "Bandidos dos Americanos" grita uma. "Assassinos!!!" grita a outra. "isso não se faz nem aos animais" grita ainda uma terceira.
E andamos nisto desde que o Sr. Laden morreu.
Mas está tudo parvo? Só para perceber se estamos todos no mesmo comprimento de onda: Estamos a falar do mentor do 11 de Setembro em NY, do 11 de Março em Madrid, dos atentados em Londres, dos ataques às embaixadas dos EUA, do atentado contra uma discoteca na Indonésia, do atentado contra a sede da ONU em Bagdad e outros que tais?
Deixem-se demerdas coisas.
Tenho para mim, que assim como assim os Navy Seals foram muito mais misericordiosos do que seria qualquer familiar de uma das vitimas de um qualquer dos atentados acima descritos.
Eu, por mim, não tenho pena nenhuma do Sr. Laden.
Cá se fazem, cá se pagam...
Nota: Não pretendo ofender nenhum credo, religião ou raça com este meu post. Assim como também não acredito que nenhuma pessoa de bem, seja ela de que credo, religião ou raça for, se revisse nas acções do Sr. Laden.
Um coro de carpideiras profissionais, arranca cabelos e chora essa morte "bárbara". "Bandidos dos Americanos" grita uma. "Assassinos!!!" grita a outra. "isso não se faz nem aos animais" grita ainda uma terceira.
E andamos nisto desde que o Sr. Laden morreu.
Mas está tudo parvo? Só para perceber se estamos todos no mesmo comprimento de onda: Estamos a falar do mentor do 11 de Setembro em NY, do 11 de Março em Madrid, dos atentados em Londres, dos ataques às embaixadas dos EUA, do atentado contra uma discoteca na Indonésia, do atentado contra a sede da ONU em Bagdad e outros que tais?
Deixem-se de
Tenho para mim, que assim como assim os Navy Seals foram muito mais misericordiosos do que seria qualquer familiar de uma das vitimas de um qualquer dos atentados acima descritos.
Eu, por mim, não tenho pena nenhuma do Sr. Laden.
Cá se fazem, cá se pagam...
Nota: Não pretendo ofender nenhum credo, religião ou raça com este meu post. Assim como também não acredito que nenhuma pessoa de bem, seja ela de que credo, religião ou raça for, se revisse nas acções do Sr. Laden.
Hipocrisias
Premissa: O Sr. Laden foi abatido pelos Navy Seals, quando já se tinha rendido e estava desarmado.
Um coro de carpideiras profissionais, arranca cabelos e chora essa morte "bárbara". "Bandidos dos Americanos" grita uma. "Assassinos!!!" grita a outra. "isso não se faz nem aos animais" grita ainda uma terceira.
E andamos nisto desde que o Sr. Laden morreu.
Mas está tudo parvo? Só para perceber se estamos todos no mesmo comprimento de onda: Estamos a falar do mentor do 11 de Setembro em NY, do 11 de Março em Madrid, dos atentados em Londres, dos ataques às embaixadas dos EUA, do atentado contra uma discoteca na Indonésia, do atentado contra a sede da ONU em Bagdad e outros que tais?
Deixem-se demerdas coisas.
Tenho para mim, que assim como assim os Navy Seals foram muito mais misericordiosos do que seria qualquer familiar de uma das vitimas de um qualquer dos atentados acima descritos.
Eu, por mim, não tenho pena nenhuma do Sr. Laden.
Cá se fazem, cá se pagam...
Nota: Não pretendo ofender nenhum credo, religião ou raça com este meu post. Assim como também não acredito que nenhuma pessoa de bem, seja ela de que credo, religião ou raça for, se revisse nas acções do Sr. Laden.
Um coro de carpideiras profissionais, arranca cabelos e chora essa morte "bárbara". "Bandidos dos Americanos" grita uma. "Assassinos!!!" grita a outra. "isso não se faz nem aos animais" grita ainda uma terceira.
E andamos nisto desde que o Sr. Laden morreu.
Mas está tudo parvo? Só para perceber se estamos todos no mesmo comprimento de onda: Estamos a falar do mentor do 11 de Setembro em NY, do 11 de Março em Madrid, dos atentados em Londres, dos ataques às embaixadas dos EUA, do atentado contra uma discoteca na Indonésia, do atentado contra a sede da ONU em Bagdad e outros que tais?
Deixem-se de
Tenho para mim, que assim como assim os Navy Seals foram muito mais misericordiosos do que seria qualquer familiar de uma das vitimas de um qualquer dos atentados acima descritos.
Eu, por mim, não tenho pena nenhuma do Sr. Laden.
Cá se fazem, cá se pagam...
Nota: Não pretendo ofender nenhum credo, religião ou raça com este meu post. Assim como também não acredito que nenhuma pessoa de bem, seja ela de que credo, religião ou raça for, se revisse nas acções do Sr. Laden.
10 de Fevereiro de 2011
Atavismos...
Ao ler isto, dei por mim a pensar que ainda há, nos meandros da enfermagem, gente muito frustrada por não ter sido médica...
Quando esta gente tem cargos de representação de classe, tudo isto se torna mais complicado...
Este senhor, presidente do sindicato dos enfermeiros, para tentar explicar um ponto de vista que apenas aos enfermeiros diz respeito, não resiste a atacar os médicos.
Pior...faz isso, dissertando com uma ignorância atávica sobre a questão em causa, sem sequer se ter dado ao trabalho de ler a dita proposta de lei...(já dou de barato o desinteresse que demonstra pelas regras básicas da gramática...)
Enfim...gente de vistas curtas...
Quando esta gente tem cargos de representação de classe, tudo isto se torna mais complicado...
Este senhor, presidente do sindicato dos enfermeiros, para tentar explicar um ponto de vista que apenas aos enfermeiros diz respeito, não resiste a atacar os médicos.
Pior...faz isso, dissertando com uma ignorância atávica sobre a questão em causa, sem sequer se ter dado ao trabalho de ler a dita proposta de lei...(já dou de barato o desinteresse que demonstra pelas regras básicas da gramática...)
Enfim...gente de vistas curtas...
Expectativas elevadas...
Eu: "Boa noite. Então o que é que há para jantar?"
Sr.ª da cantina: "Gosta de peru?"
Eu: "Nem por isso. O que é que há mais?"
Sr.ª da cantina: "Salada quente de polvo e croquetes com arroz."
Eu: "A salada de polvo está boa?"
Sr.ª da cantina: "Está sim! Ainda ninguém se queixou!"
Eu: "........"
Sr.ª da cantina: "Gosta de peru?"
Eu: "Nem por isso. O que é que há mais?"
Sr.ª da cantina: "Salada quente de polvo e croquetes com arroz."
Eu: "A salada de polvo está boa?"
Sr.ª da cantina: "Está sim! Ainda ninguém se queixou!"
Eu: "........"
9 de Fevereiro de 2011
O Abolicionismo não passou por aqui...
O Estado Português, preocupado com a fuga de especialistas para a privada decidiu apresentar uma proposta de lei que visa obrigar os internos a ficarem no SNS por um período equivalente ao da sua formação.
Gosto particularmente da seguinte passagem:
"Artigo 12º - B
Dever de exercício de funções no SNS
1- Os médicos que concluam o internato médico em estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) devem exercer funções no SNS por período de tempo igual à duração do programa de estudos da formação específica do internato de cada especialidade.
2- Quando a entidade empregadora pública em cujo estabelecimento o médico tenha sido colocado para frequentar a formação específica não pretenda a continuidade da relação laboral, o médico pode ser colocado noutro estabelecimento integrado no SNS, nos termos a definir por portaria dos membros do governo responsáveis pelas áreas das finanças, administração pública e saúde.
3-...
Artigo 12º - C
Desvinculação
1- Os médicos especialistas podem desvincular-se da relação jurídica de emprego público antes de decorrido o período de tempo a que se refere o n.º 1 do Artigo 12 - B, mediante o pagamento de uma indemnização compensatória."
Sou só eu, ou isto é estranhamento parecido com um tipo de relação laboral que foi abolido em Portugal no Sec XVIII?...
Gosto particularmente da seguinte passagem:
"Artigo 12º - B
Dever de exercício de funções no SNS
1- Os médicos que concluam o internato médico em estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) devem exercer funções no SNS por período de tempo igual à duração do programa de estudos da formação específica do internato de cada especialidade.
2- Quando a entidade empregadora pública em cujo estabelecimento o médico tenha sido colocado para frequentar a formação específica não pretenda a continuidade da relação laboral, o médico pode ser colocado noutro estabelecimento integrado no SNS, nos termos a definir por portaria dos membros do governo responsáveis pelas áreas das finanças, administração pública e saúde.
3-...
Artigo 12º - C
Desvinculação
1- Os médicos especialistas podem desvincular-se da relação jurídica de emprego público antes de decorrido o período de tempo a que se refere o n.º 1 do Artigo 12 - B, mediante o pagamento de uma indemnização compensatória."
Sou só eu, ou isto é estranhamento parecido com um tipo de relação laboral que foi abolido em Portugal no Sec XVIII?...
4 de Fevereiro de 2011
A propósito de filtros...
EU: "Então sente-se melhor?" ELA: "Muito melhor Sr. Dr."
EU: "E os seus intestinos? Já dão sinal de quererem funcionar?"
ELA: "F***-** que isto vai para aqui uma revolução que é o c******"
Extracto de uma conversa tida hoje de manhã com uma doente de 87 anos...
EU: "E os seus intestinos? Já dão sinal de quererem funcionar?"
ELA: "F***-** que isto vai para aqui uma revolução que é o c******"
Extracto de uma conversa tida hoje de manhã com uma doente de 87 anos...
20 de Janeiro de 2011
A propósito
de primeiras impressões.
Nunca criei uma grande primeira impressão nas pessoas que conheço. De vez em quando sou confrontado com isso.
Quando entrei na faculdade, no espaço de 15 dias, fiquei rotulado como engatatão com a mania que era bom. Isto apesar de ter uma namorada há 3 anos e mesmo quando essa relação acabou, não ter tido namorada, nem me ter envolvido com ninguém durante quase 2 anos.
Acabei a faculdade e comecei a trabalhar. Na altura, aproveitando a recém-descoberta capacidade de ganhar dinheiro, trabalhava em 4 sitios diferentes. Obviamente passava 3 ou 4 noites por semana a trabalhar e chegava ao hospital com olheiras e ar de quem tinha dormido pouco. Quando dei por mim, estava rotulado como bon-vivant que saía todas as noites e me preocupava pouco com o meu trabalho.
Conheci a minha mulher, comecei a viver com ela, tivemos um filho, casámos e pouco tempo depois nasceu o segundo. Mas nos corredores do hospital o que se comenta é que eu ando com esta ou aquela. (sim, meus amigos, eu sei o que se comenta e quem comenta...)
Hoje, logo pela manhã, fui novamente relembrado desta capacidade que tenho de criar péssimas primeiras impressões.
E, apesar de tudo, talvez por burrice minha, continuo sem perceber o que faço para dar esta péssima imagem de mim.
Mas divirto-me imenso com isso.
Nunca criei uma grande primeira impressão nas pessoas que conheço. De vez em quando sou confrontado com isso.
Quando entrei na faculdade, no espaço de 15 dias, fiquei rotulado como engatatão com a mania que era bom. Isto apesar de ter uma namorada há 3 anos e mesmo quando essa relação acabou, não ter tido namorada, nem me ter envolvido com ninguém durante quase 2 anos.
Acabei a faculdade e comecei a trabalhar. Na altura, aproveitando a recém-descoberta capacidade de ganhar dinheiro, trabalhava em 4 sitios diferentes. Obviamente passava 3 ou 4 noites por semana a trabalhar e chegava ao hospital com olheiras e ar de quem tinha dormido pouco. Quando dei por mim, estava rotulado como bon-vivant que saía todas as noites e me preocupava pouco com o meu trabalho.
Conheci a minha mulher, comecei a viver com ela, tivemos um filho, casámos e pouco tempo depois nasceu o segundo. Mas nos corredores do hospital o que se comenta é que eu ando com esta ou aquela. (sim, meus amigos, eu sei o que se comenta e quem comenta...)
Hoje, logo pela manhã, fui novamente relembrado desta capacidade que tenho de criar péssimas primeiras impressões.
E, apesar de tudo, talvez por burrice minha, continuo sem perceber o que faço para dar esta péssima imagem de mim.
Mas divirto-me imenso com isso.
15 de Janeiro de 2011
A propósito de saca rolhas...
A maior má lingua deste país, que construia e destruia carreiras consoante as pessoas lhe lambiam as botas ou não, acaba espancado, castrado e assassinado num hotel de Manhatan pelo amante 44 anos mais novo.
O karma é uma coisa lixada não é?
O karma é uma coisa lixada não é?
12 de Janeiro de 2011
Malabarismos
Tento manter as bolas todas no ar.
A maior parte das vezes acho que não vou conseguir mas, no ultimo momento, consigo jogar a mão à bola colorida e travar o seu movimento em direcção ao chão.
E volta ela, por breves momentos, ao ar. E volta ela, logo de seguida, a cair.
E volto eu, em esforço, a apanha-la no ultimo momento.
Nos ultimos tempos sinto-me um bocadinho como o malabarista do circo.
...e eu que sempre detestei o circo...
A maior parte das vezes acho que não vou conseguir mas, no ultimo momento, consigo jogar a mão à bola colorida e travar o seu movimento em direcção ao chão.
E volta ela, por breves momentos, ao ar. E volta ela, logo de seguida, a cair.
E volto eu, em esforço, a apanha-la no ultimo momento.
Nos ultimos tempos sinto-me um bocadinho como o malabarista do circo.
...e eu que sempre detestei o circo...
15 de Dezembro de 2010
MOVIMENTO ANTI-POPOTA, LEOPOLDINA E ARREDONDAMENTOS!!!
É extraordinário como é fácil fazer grande caridade com o dinheiro dos outros!!! Pedem-nos "apenas" uns cêntimos e fazem-nos o favor de doar para a caridade. Claro que quem aparece a doar no final vários milhares são os donos dos grandes armazéns ... com o nosso dinheiro!!
Reparem no que diz o site de um desses supermercados: "Nestes últimos três anos conseguimos angariar (...) um montante superior a um milhão de euros, " .... Extraordinário realmente, sobretudo se pensarmos que esse milhão de euros foi automaticamente deduzido dos impostos desta empresa .... como se fosse dinheiro deles e não nosso.
Por isso é que eles são muito solidários: serve para abaterem nos impostos deles.
Ao pagarem menos impostos, é menos dinheiro que o Estado encaixa para redistribuir pela acção social, segurança social, etc.
Ou seja, não está nada mal pensado, mas para estes espertinhos disfarçados de benfeitores!
Se querem dar para caridade dêem directamente ... ou se eu vos pedir vocês dão-me a mim para eu poder doar?! Então porque dão aos Modelos, Continentes, e Wortens? Eles têm obrigação e responsabilidade social a cumprir! Exijam
(Recebido por e-mail)
Reparem no que diz o site de um desses supermercados: "Nestes últimos três anos conseguimos angariar (...) um montante superior a um milhão de euros, " .... Extraordinário realmente, sobretudo se pensarmos que esse milhão de euros foi automaticamente deduzido dos impostos desta empresa .... como se fosse dinheiro deles e não nosso.
Por isso é que eles são muito solidários: serve para abaterem nos impostos deles.
Ao pagarem menos impostos, é menos dinheiro que o Estado encaixa para redistribuir pela acção social, segurança social, etc.
Ou seja, não está nada mal pensado, mas para estes espertinhos disfarçados de benfeitores!
Se querem dar para caridade dêem directamente ... ou se eu vos pedir vocês dão-me a mim para eu poder doar?! Então porque dão aos Modelos, Continentes, e Wortens? Eles têm obrigação e responsabilidade social a cumprir! Exijam
(Recebido por e-mail)
23 de Novembro de 2010
New look
Um bocadinho de botox aqui, um lifting ali, uma rinoplastia acolá, e aqui está o novo look do INTERNE ME.
Espero que gostem!
Espero que gostem!
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